ILHA DE PÁSCOA / RAPA NUI - CHILE
 
 
   
 

Apresentação

Rapa Nui continua uma ilha cercada de mistérios. Como e porquê os habitantes da distante Polinésia chegaram até essa ilha - o ponto habitado mais remoto da Terra, e depois conseguiram desenhar e esculpir centenas de colossais "moais" (estátuas), tranporta-los a cada franja da ilha e erguê-los em grandes "ahu" (plataformas), continua sendo um enigma extremamente difícil de resolver.

Os pioneiros polinésios batizaram a ilha, no meio da imensidão do Oceano Pacífico, de "Rapa Nui" ou "Te pito o Te Henua" (Umbigo do Mundo). São mais de 1900 km até se alcançar o próximo ponto habitado, a pequena ilha de Pitcairn . O Arquipélago Gambier se encontra a 2500 km, as ilhas Marquesas a 3700 km e a costa sulamericana a 3700 km! O nome atual, "Ilha de Pascoa", foi dado por um navegador holandês - o 1º europeu a avistar a ilha, quando por lá passou no dia de páscoa no ano de 1722.

Mesmo a ocupação da ilha é motivo de controvérsias, já que alguns cientistas defendem a teoria de que Rapa Nui foi colonizada por povos provenientes da atual América do Sul e que mantiveram intensos contatos com as adiantadas civilizações dos Andes. Seria Rapa Nui um posto avançado? Um ponto de reabastecimento para o comércio e/ou navegações entre o Pacífico e a América?
Sabe-se pouco sobre a cultura desse povo incomum. A tradição oral, corroborada por estudos arqueológicos, leva a crer que 3 períodos básicos marcaram a sociedade Rapa Nui:

1) Chegada dos primeiros habitantes, crescimento populacional, florescimento da cultura Rapa nui e construção dos moais e ahu. Divisão básica na sociedade entre os "orelhas curtas" (trabalhadores) e os "orelhas longas" (senhores).

2) Período de rivalidade entre os dois grupos, acirrada por pressão demográfica e desequilíbrio ecológico. As lutas acabaram por exterminar com os "orelhas longas". As estátuas foram derrubadas, os canteiros de construção abandonados e a cultura da ilha entra em franco declínio.

3) Contatos com os primeiros navegadores europeus. Os habitantes vivem em comunidades rivais esparsas ou mesmo em cavernas. Os nativos já não sabem sua história e nem sua escrita antiga. Doenças trazidas pelos europeus dizimam a população e navios peruanos fazem incursões atrás de escravos.

Quando o governo chileno toma posse da ilha - em fins do século passado, restavam pouco mais de uma centena de islenhos e quase nada da cultura grandiosa que um dia a marcou.


Geografia e informações básicas


Ilha vulcânica, localizada ao sul do Trópico de Capricórnio, com 117 km2. Comprimento máximo de 24 km e largura máxima de 12 km. Os três vulcões da ilha estão extintos. O relevo interior é suave em sua maior parte e a costa marcada por falésias. A ilha tem duas praias e inúmeras cavernas.

O clima é marítimo tropical. Julho e agosto são os meses de menor temperatura, média de 18ºC (a noite, chega a ficar um pouco frio). Fevereiro é o mês mais quente, ficando com uma média de 24ºC. Durante os dias ensolarados, se recomenda usar chapéu, protetor solar e roupas leves. Não há um período úmido específico, as chuvas se dividem pelo ano todo.

Hanga Roa com seus 2600 habitantes, é a única cidade da ilha e concentra praticamente toda a população. Possui todos os serviços necessários ao turista (hotéis, restaurantes, correios, bancos, telefonica , etc...). O aeroporto está a cinco minutos da cidade.


Principais circuitos turísticos

Tahai (passeio de meio dia a pé a partir de Hanga Roa)
Centro cerimonial que reúne testemunhos da cultura Rapa Nui em seu momento de apogeu. O 1º grupo de moai corresponde ao Ahu Vai Uri. Em frente a esse conjunto se encontra a Praça usada para reuniões cerimoniais e religiosas e restos de uma "casa-bote" (hare paenga). Contíguo a uma rampa de pedra está o Ahu Tahai. Mais adiante está o moai solitário Ko Te Riku.

Puna Pau, Ahu Akivi e cavernas (22 km de percurso, realiza-se em meio dia de carro)
- Puna Pau é o local aonde os nativos talhavam as "toucas" vermelhas dos moais.
- Ahu Akivi é um ahu restaurado com sete moais. Foi orientado em relação aos equinócios e junto a outra série de ahu que também têm orientação astronômica, indicam o conhecimento dos céus pela cultura Rapa Nui. Têm uma localização rara já que estão bem no interior da ilha.
- Caverna de Te Pahu, uma das maiores da ilha. Pode-se entrar com lanternas e chegar até a outra boca a 150 metros.

Vinapu, Rano Raraku e Anakena (Percurso de 46 km, dia completo de excursão de carro. Levar comida e bebida)
Vinapu é formado por dois ahu em ruínas e moais derrubados. Segundo especialistas, o talhado de suas pedras se assemelha muito ao de Machu Pichu. Desde esse ponto, seguindo pela costa, se avistam inúmeros ahu e moais em ruínas.

Rano Raraku é um dos sítios arqueológicos mais procurados. Foi nas bordas desse vulcão que todos os moais foram talhados e daí transportados para os diversos pontos da ilha. Centenas de moais se encontram abandonados, semi-enterrados ou ainda em construção (um deles de 21 metros). No seu interior se encontra um bonito lago de totora e outros moais. Desde a cratera, se tem uma linda vista do Ahu Tongariki.

Ahu Tongariki foi recentemente restaurado. Com seus 15 moais é a estrutura cerimonial mais imponente da ilha. Mais adiante se encontra o maior moai erguido num ahu - Te Pito Te Kura (10 metros).

Anakena é uma bonita praia com um ahu restaurado. Segundo a lenda, os 1º habitantes desembarcaram em suas areias brancas. Um pouco mais adiante se encontra Ovahe, a 2ª praia da ilha, também muito bonita e boa para o mergulho.

Rano Kau e Orongo (9 km de percurso, realiza-se em meio dia de carro)
Rano Kau
é um vulcão extinto e que abriga em seu interior um lindo lago. Na cratera se encontra o importante centro cerimonial de Orongo com suas 53 casas e petroglífos. Era o local para o culto do Homem Pássaro. Tem-se uma linda vista para o oceano e as três ilhotas de Motu Nui, Motu Iti e Motu Kao Kao.