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Dados
Importantes:
Extensão
- 1.285.160 km quadrados
População - 24 milhões de habitantes
Idioma oficial - espanhol
Eletricidade - 220 V - 60 ciclos
Moeda - soles
Destinos mais importantes:
Arequipa
Situada
na Serra Sul do Peru, é a segunda cidade do país em
desenvolvimento urbano e econômico. O clima é seco
com dias ensolarados e noites frescas. A altitude é de 2.540
metros e a época de chuvas é de janeiro a março.
Conhecida por suas ruas brancas e suas tradicionais praças,
a cidade de Arequipa deve sua característica cor à
pedra de "sillar", de origem vulcânica, com a qual
estão feitas suas casas e demais construções.
O
Convento de Santa Catarina, aberto ao público em 1970 depois
de 400 anos de claustro, é o principal marco da cidade. Outros
pontos de interesse são: o Moinho de Sabandia, a Mansão
do Fundador e a Praça de Armas.
O
Cânion de Colca, situado a 150 km da cidade, é um dos
lugares mais bonitos e representativos da Serra Peruana. Aprecie
no 2º cânion mais profundo do mundo (o 1º é
Cotahuasi também no Peru), vilarejos que mantêm seus
costumes ancestrais, lindas casas coloniais, igrejas trabalhadas
em "sillar", o Vale dos Vulcões Anões, petroglifos,
llamas, alpacas, condores, banhos termais, primorosas escadarias
naturais, picos nevados, etc...
Mas
se existe algo que une as distintas localidades de Arequipa é
sua deliciosa comida. O visitante não pode deixar de provar
o célebre Rocoto Relleno, o Adobo e os Chupes Arequipenhos
- são verdadeiramente irresistíveis.
Ayacucho
Com
o descobrimento dos restos fósseis nas "Cuevas de Piquimachay"
ficou demonstrado que o homem se estabeleceu em Ayacucho há
mais de 20.000 anos. Varias culturas floresceram na região,
se destacando a dos Wari - que se sobressaíram por seu espírito
guerreiro.
A
cidade foi importante centro na época colonial, ficando como
testemunha dessa época mais de 30 igrejas, mansões,
casarios e centros administrativos. Entre os lugares de maior atração
turística estão: o complexo pré-incaico de
Wari, a Casa Olano, a Catedral e a Igreja de Santo Domingo. O clima
é seco com dias ensolarados e noites frescas. A altitude
é de 2.721 metros e a época de chuvas é de
dezembro a março.
O
complexo pré-incaico de Wari é um exemplo de planificação
urbana e de técnicas de engenharia pré-hispânicas.
O núcleo urbano, que em sua plenitude acomodava 40.000 habitantes,
está localizado num lugar estratégico entre a costa
e a selva centrais. O setor de Cheqowasi é composto de câmaras
funerárias subterrâneas de vários níveis
- possivelmente mausoléus de governantes e nobres, em cuja
construção utilizaram-se louças retangulares,
circulares e quadrangulares. Outro setor, Moradochayoq, revela a
evidência de fortes contatos com Tiawanaku, uma cultura contemporânea
a Wari, localizada a 1.500 km de distância, na bacia do gigantesco
Lago Titicaca. Um terceiro setor a destacar é Capillapata,
composto de conjuntos de construções trapezoidais
e retangulares de até 400 metros de largura e dotado de muros
de pedra que ultrapassam os 10 metros de altura. Finalmente, ressalta
o setor chamado Ushoaqoto, no qual têm-se encontrado figuras
humanas moldadas que revelariam uma área de oficinas e depósitos.
Cajamarca
Conhecida
como uma das cidades Peruanas com maior influencia espanhola, Cajamarca
guarda inúmeros vestígios da época colonial,
assim como, do que foi o centro de descanso e recreação
dos reis incas antes da chegada dos conquistadores. A encantadora
cidade, considerada Patrimônio Histórico e Cultural
das Américas, transformou-se durante a época incaica
num centro administrativo, militar e religioso de singular importância.
O 16 de novembro de 1532, foi cenário de um dos episódios
mais transcendentais da história americana, quando um grupo
de espanhóis sob o comando do conquistador Francisco Pizarro
aprisionou o Inca Atahualpa.
Ele,
de acordo as crônicas, encheu o "Cuarto del Rescate"
uma vez de ouro e duas vezes de prata até onde atingira sua
mão. Na atualidade, uma marca no muro de pedra assinala até
onde foi cheio o recinto. A cidade refletia a influência espanhola
na arquitetura da Catedral, as igrejas de São Francisco,
Belém e Recoleta; e nas suas casas de dois pisos e teto a
duas águas.
A
leste da cidade, encontra-se o distrito "Baños del Inca",
famoso pelas águas termais onde o Inca costumava tomar banho
e também porque ali encontram-se as "Ventanillas de
Otuzco" conjunto de nichos dos antigos habitantes do lugar.
Na província de São Paulo encontram-se dois grandes
complexos arqueológicos: Cumbemayo, vestígio de altares
cerimoniais e aquedutos incas, e Kuntur Wasi, complexo cerimonial
de várias praças e plataformas sustentadas por muros
de pedra de grande tamanho.
Uma
das datas mais importantes é o carnaval, celebrado com muita
musica, dança e procissões. O clima é seco
com dias ensolarados e noites frescas. A altitude é de 2.750
metros e a época de chuvas é de dezembro a março.
Chiclayo
Localizado
na costa norte do país, foi berço de extraordinárias
culturas pré-incaicas como a Chimú e Mochica, caracterizadas
pelo alto desenvolvimento no trabalho de metais preciosos e cerâmica.
O "Senhor de Sipan" - um dos mais importantes descobrimentos
arqueológicos do final do século XX, é o maior
exemplo desse desenvolvimento.
A
35 km de Chiclayo, encontra-se o complexo arqueológico de
Huaca Rajada, lugar onde foi descoberta a câmara funerária
que alberga o "Senhor de Sipan" - um importante dignitário
regional cujos restos, acompanhados por primorosas jóias
e ornamentos de ouro, podem ser admirados no Museu Arqueológico
Nacional Brüning (contem também uma das mais importantes
coleções de ourivesaria das Américas).
Outro
complexo arqueológico é o de Túcume, também
conhecido como o Vale das Pirâmides. Na atualidade, pode-se
desfrutar das zonas arqueológicas, natureza, curandeirismo
e intercâmbio cultural, graças à participação
ativa da comunidade na conservação do patrimônio
natural e cultural.
Chiclayo
tem uma das melhores cozinhas do norte do país, o arroz com
pato e o "cebiche" são inesquecíveis. O
clima é seco e ensolarado todo o ano e praticamente não
há chuvas.A cidade celebra a festa da Santíssima Cruz
de Chalpón no mês de fevereiro.
Cusco
Conhecida
como a "Capital Arqueológica das Américas",
Cusco vive simultaneamente o presente e o passado, sendo um exemplo
importante do encontro de duas culturas. Por toda a cidade encontram-se
vestígios arqueológicos tanto incaicos quanto coloniais.
Muitas das edificações atuais foram construídas
usando como base muros e ruas incaicas.
Cusco
tem provocado a imaginação de milhares de viajantes
no mundo graças a irresistível atração
provocada por Machu Pichu. A cidade, porém, mostra muitos
outros atrativos que, sozinhos, seriam suficientes para atrair o
turista: a Praça de Armas, chamada Huacaypata pelos incas,
o bairro dos artesãos de San Blas, o Convento de Santo Domingo,
construído sobre o Templo do Sol ou Koricancha, os palácios
do Inca e de sua corte, e uma longa lista de maravilhas arqueológicas
e históricas.
Nos
arredores da cidade pode-se recorrer uma série de imponentes
ruínas tais como a fortaleza ciclópica de Sacsayhuaman
- com seus imensos blocos de pedra perfeitamente ajustados, Tambomachay
(os Banhos do Inca aonde se realizava o culto a água), o
anfiteatro de Kenko e a fortaleza de Puca Pucara.
Ao
norte de Cusco encontra-se o Vale Sagrado dos Incas com o povoado
de Pisac (mercado indígena e impressionantes ruínas
no alto da montanha), a imensa fortaleza de Ollantaytambo e o colorido
povoado de Chinchero. Ao sul encontram-se os restos do povoado inca
de Piquillacta e a linda igreja colonial de Andahuaylillas (a "Capela
Sistina das Américas").
O
principal festival de Cusco é a Festa do Sol ou Inti Raymi,
realizado anualmente no dia 24 de junho na Fortaleza de Sacsayhuaman.
Outras celebrações importantes são: a procissão
de Corpus Christi e o Qoyllur Rit'I - que se realiza a 4.000 metros
sobre o nível do mar.
Cusco
está a uma altitude de 3.400 metros. No inverno o clima é
seco, com dias ensolarados e noites frescas e estreladas. A época
das chuvas é no verão (dezembro a março), quando
a umidade é alta e as temperaturas podem cair um pouco.
Possuidora
de uma trepidante vida noturna, Cusco é também uma
cidade mágica, vertiginosa e excitante. Isto, junto à
riqueza arqueológica que se encontra quase em cada uma de
suas ruas, fazem da Cidade Sagrada dos Incas um dos mais espetaculares
destinos do circuito turístico americano.
Huaraz
Localizada
num amplo vale atravessado pelo rio Santa e encerrada entre duas
obras monumentais da natureza (a Cordilheira Negra e a Cordilheira
Branca), Huaraz é uma das principais cidades do Departamento
de Ancash. Além de ser uma cidade bastante pitoresca, ela
serve de base para visitar o "Callejón de Huaylas",
os sítios arqueológicos da Cultura Chavin e o Parque
Nacional de Huascaran.
O
Callejón de Huaylas oferece atrativos, serviços e
infra-estrutura para os esportes de aventura. Existem rotas para
montanhismo que tomam desde poucos dias até um par de semanas.
Além do montanhismo, os esportes radicais como canoagem,
asa delta, bicicleta de montanha e esqui são praticados em
larga escala. A época mais recomendável para visitas
é entre os meses de maio e setembro. Tendo em conta a altitude,
não esqueça que não pode movimentar-se muito
no início de sua visita. É bom lembrar de levar um
bom abrigo e tomar abundante líquido.
Localizado
a 3.185 metros e a só 3 horas da cidade de Huaraz, o centro
mágico-religioso de Chavín foi construído aproximadamente
no ano 327 a.C. Seus muros são de pedra e suas estruturas
piramidais - o que tem gerado controvérsias a respeito da
função que haveria tido o edifício. Um templo?
Uma fortaleza?
Os
habitantes do lugar referem-se a Chavin como "o Castelo".
A construção apresenta uma complexa rede de caminhos
e túneis de pedra, unicamente iluminados por raios de luz
que penetram através de condutos estrategicamente dispostos.
No seu interior ainda podem ser apreciados o "Lanzón
Monolítico" (pedra talhada de cinco metros de altura,
na qual se observam ferozes divindades e monstruosas figuras antropomorfas)
ou as "Cabezas Clavas", espécie de vigias encravadas
nas muralhas do castelo.
Chavín
foi uma das primeiras culturas americanas - contemporânea
dos Olmecas no México. É notável o nível
de desenvolvimento que atingiram em agricultura, arquitetura e cerâmica,
assim como na sua capacidade administrativa, fato que lhe permitiu
dominar uma grande parte do norte e centro do Peru. Quiçá
nisto estava a importância do castelo de Chavín de
Huantar: um estratégico ponto de contato entre a Costa, a
Serra e Selva.
O
Parque Nacional de Huascaran fica na Cordilheira Branca, que é
a cadeia montanhosa tropical mais alta do mundo. Foi estabelecido
como parque nacional em 1975 sobre uma superfície de 340.000
hectares e declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela
UNESCO em 1985. O parque protege um dos sistemas ecológicos
de alta montanha mais surpreendentes do mundo: 663 glaciares, 269
lagos e 41 rios, assim como numerosas montanhas (26 das quais superam
os 6.000 metros de altura).
No
seu interior encontra refúgio uma abundante e variada flora
e fauna silvestre, composta aproximadamente por 800 espécies
de plantas e várias dezenas de animais. O parque é,
além, cenário de 33 sítios arqueológicos
pré-incaicos (como Wilcahuaín), e lar de dezenas de
comunidades camponesas que falam o quéchua e praticam a agricultura
e a criação de gado utilizando técnicas tradicionais.
Ica
A
apenas 300 quilômetros ao sul de Lima, é a capital
da produção algodoeira, da produção
vinícola e de pisco do Peru. Seu esplendido clima seco e
ensolarado, todo o ano, atrai inúmeros moradores da capital
para relaxar e descansar em seus amplos e confortáveis hotéis
e resorts. Sua localização entre as cidades de Paracas
e Nazca faz com que seja uma excelente base para conhecer o Parque
Nacional de Paracas e as Linhas de Nazca.
Nas
proximidades de Ica encontram-se também Chincha, que é
o centro de uma cultura originada pelos descendentes dos escravos
negros das plantações de algodão e a bonita
e relaxante Lagoa de Huacachina.
São
três as festas mais importantes de Ica: a festa da Vindima,
pois Ica possui numerosas bodegas vitivinícolas onde se produzem
excelentes vinhos e piscos, e as festas do Senhor de Luren e da
Virgem de Carmem de Chincha. Nelas pode-se desfrutar dos pratos
e doces de Ica e, porque não, aproveitar a ocasião
para visitar o povoado de Cachiche, conhecido pelas suas ancestrais
bruxas que curam todo tipo de males.
Kuelap
A
civilização pré-colombiana de Chachapoyas,
que foi conquistada pelos incas no século XV, deixou um legado
de povoados e sepulturas que até bem pouco tempo os arqueólogos
não haviam dado a devida atenção. Situada no
norte do país, no departamento do Amazonas, os restos arqueológicos
dessa civilização estão dominados pela impressionante
fortaleza de Kuelap - majestosamente encravada nos cume da montanha
com vista aos Andes.
A
gigantesca muralha que protege a cidade está composta por
postos de vigilância, um torreão e só três
estreitas entradas que podiam ser defendidas por um só guerreiro,
atinge 8 metros de alto e rodeia completamente à cidade.
O complexo deve ser imaginado como um lugar inatingível aos
invasores de reinos vizinhos embora finalmente, os quéchuas
do Império Incaico, tenham vencido os chachapoya. A cidade
é de pedra, mas diferentemente da arquitetura inca, está
lavrada com motivos antropomórficos e de animais. Também
modificaram o modelo de colocação para lograr desenhos
geométricos. As vivendas mais comuns eram de base circular,
algumas têm sido reconstruídas para que os visitantes,
muito escassos porque Kuélap é de difícil acesso,
possam imaginar a vida no lugar, rodeados de orquídeas e
bromélias.Os programas oferecidos para essa região
são novos e especialmente feitos para aquelas pessoas que
tenham interesse especial por arqueologia ou aqueles com gosto por
aventura.
Lima
Fundada
em 1535, Lima é a capital da Republica do Peru. Chamada de
"Cidade dos Reis" e recentemente qualificada pela UNESCO
como Patrimônio Cultural da Humanidade. Lima é a principal
porta de entrada do país, uma cidade completa, com história
viva e em movimento. Uma cidade mestiça com componentes pré-hispânicos,
coloniais e modernos. Rodeada de elementos naturais: mar, ilhas,
montanhas, desertos e vegetação.Com enormes e heterogêneos
bairros, buliçosa vida cultural, variado transporte e incessante
atividade. Uma cidade na qual existem mais de oito milhões
de vidas em ação. Excelentes hotéis, restaurantes
e lojas se encontram distribuídos pela cidade para brindar
os visitantes com todas as comodidades necessárias.
O
Centro Histórico, o antigo "tabuleiro de damas de Pizarro"
- chamado assim pela sua distribuição geométrica
tão característica das antigas cidades vice-reais,
conserva intactas as antigas belezas de sua arquitetura colonial.
Recorrê-las é atravessar quatro séculos de memória
viva, é espreitar trás as portas dos altos casarões,
é ingressar a seus luminosos pátios e balcões
barrocos. A cidade possui uma série de edificações
de imenso valor arquitetônico e histórico que rodeiam
a Praça Maior e adornam as ruas confinantes: A Basílica
Catedral de Lima, construída em 1625 é definitivamente
o primeiro ponto de atenção do recorrido. Porém,
outros complexos arquitetônicos, como o de San Francisco -
cujos claustros e pátios, decorados com azulejos sevilhanos,
são o marco ideal para as elaboradas peças da arte
religiosa que se guardam ali - ou o Convento de Santo Domingo, que
em 1551 foi cenário da fundação da Universidade
de San Marcos, a primeira de América do Sul, são também
imprescindíveis dentro do circuito. O velho Palácio
de Torre Tagle pertence a 1730 e é uma das melhores amostras
da arquitetura colonial, com seus balcões de madeira talhada
e sua portada de pedra em estilo barroco. Os casarões de
Riva Agüero ou Aliaga, a tradicional Praça de Touros
de Acho, e as remoçadas alamedas frente ao rio Rímac,
completam a tradicional paisagem urbanística de Lima, sem
dúvida alguma, um dos circuitos mais interessantes de seu
tipo hispano-americano.
No
Peru antigo, uma huaca podia ser um rio, uma árvore ou um
morro ao qual atribuía-se poderes mágicos - por ser
o lugar onde residia alguma divindade ou ancestral; na costa, o
nome foi reservado a certas pirâmides escalonadas. Em Lima,
o processo de urbanização, graças ao esforço
de arqueólogos e de alguns vizinhos, tem respeitado inumeráveis
"huacas", vestígios arqueológicos que ressaltam
no meio da cidade. No coração do distrito de San Isidro,
localiza-se o complexo de Huallamarca. Desde 1999, têm-se
encontrado vasos do período inca, cujo enterramento quiçá
assinale a tumba de um importante personagem da época. Algo
que caracteriza as huacas mais importantes de Lima é que
os jovens arqueólogos seguem trabalhando nelas e as integrando
à comunidade, tal é o caso da huaca Pucllana localizada
em Miraflores, que hoje é um parque histórico cultural.
O
bairro de Miraflores possui infra-estrutura moderna com importantes
hotéis, restaurantes, shoppings e agitação
noturna. O surf é praticado em suas praias e seus alcantilados
litorâneos são perfeitos para a pratica do vôo
livre. Na Avenida Petit Thouars os turistas encontram variado artesanato.
O bairro de San Isidro se caracteriza por parques, áreas
residenciais e uma moderna área de negócios. Barranco,
bairro boêmio e berço de artistas, destaca-se pelas
noites cheias de diversão e espetáculos musicais e
o bairro de Santiago de Surco se caracteriza pela presença
de shoppings e tradicionais adegas vitivinícolas.
Lima
possui importantes museus que abrigam enorme quantidade de peças
pré-colombianas e do período espanhol. O Museu do
Ouro é talvez o mais famoso e visitado; contem milhares de
peças de ouro pré-incaicas e incaicas, ademais de
uma grande coleção de armas antigas e têxteis
pré-colombianos. O Museu Larco Herrera está situado
num casarão colonial construído em 1707; aí
se encontram aproximadamente 45.000 peças de ouro, prata,
cerâmica, têxteis, pedras e madeiras, assim como uma
coleção de "huacos eróticos" única
no mundo. O Museu Arqueológico abriga vastas coleções
sobre as diversas civilizações que habitaram o atual
território Peruano, com destaque para os Chavin, Nazca, Paracas,
Mochica, Chimú, Huari e Inca.
Ao
sul da cidade encontram-se os "Pântanos de Villa"
zona reservada de pântanos e refúgio de mais de 150
espécies de aves; e o sítio arqueológico de
Pachacamac. Na serra de Cañete, a 180 km da cidade, encontra-se
o vale de Lunahuaná recomendado para a prática de
esportes de aventura. Na direção norte, a 105 km de
Lima encontra-se a Reserva Nacional de Lachay, micro-clima de lombas
com vegetação e animais silvestres, em Paramonga mais
para o norte, encontram-se áreas arqueológicas de
culturas pré-hispânicas. A leste, pela estrada central,
o clima é seco e o sol nunca falta, ao pé das montanhas.
Ao chegar a província de Huarochirí, encontra-se o
povoado de San Pedro de Casta desde o qual pode se chegar à
meseta de Marcahuasi. Ali se encontram enormes rochas corroídas
pela ação do clima, muitas das quais apresentam formas
de animais e homens.
O
Santuário de Pachacamac é hoje uma zona arqueológica
no departamento de Lima que conta com um museu e áreas naturais
protegidas.O deus Pachacamac, original da costa central, sobreviveu
à influência inca e espanhola. De acordo com a mitologia
inca, foi o deus do fogo e filho do sol, rejuvenescedor do mundo,
sua força foi vinculada aos movimentos sísmicos e,
após a chegada da fé católica, ao "Cristo
de Pachacamilla", mais conhecido como o Senhor dos Milagres.
As primeiras ocupações na zona datam do ano 200 a.C.,
mas a construção do santuário inicia-se com
o florescimento da cultura Lima (IV y V d.C.), com o Templo de Urpiwachak
ao oeste da zona, e o Conjunto de "Adobitos" - grandes
edificações de complexa técnica arquitetônica.
A cultura Ishmay desenvolveu-se 400 anos antes do estabelecimento
dos incas, o Grande Centro Cerimonial; ruas, numerosos templos com
rampas e o Templo Pintado, são mostra de seu urbanismo religioso.
Os incas, ao chegar ao vale, adaptaram as construções
pré-existentes a suas necessidades administrativas. Construíram
o Templo do Sol, o Acllahuasi, a Praça dos Peregrinos, e
outros palácios cuja cuidadosa reconstrução
permite-nos imaginar o lugar quinhentos anos atrás.
Nazca
As
pampas de Nazca (quatro em total: Palpa, Ingenio, Nasca e Socos)
encontram-se no departamento de Ica, a uns 460 km ao sul de Lima.
As linhas que, como um bordado dos deuses, adornam seus desérticos
solos têm sido declaradas Patrimônio Cultural da Humanidade
e ainda ficam à espera de resolver o ancestral mistério
que escondem suas figuras extraordinárias.
Há
aproximadamente 2.500 anos se estabeleceu no vale do Rio Grande,
atual província de Nazca, a primeira cidade do Peru - Cahuachi.
Essa cidade deu inicio a Civilização Nazca e seus
habitantes ficaram conhecidos como guerreiros, comerciantes, pescadores
e principalmente ceramistas de altíssimo nível. Os
nazcas desenvolveram também uma impressionante tecnologia
hidráulica (aquedutos) para irrigar seus campos cultivados
(restos arqueológicos se conservam até hoje).
Entretanto
o que mais se sobressai hoje em dia, são os 50 km de deserto
cobertos há centenas de anos, por monumentais desenhos -
figuras enormes representando mamíferos, insetos, deuses.
O resultado de seus complexos desenhos e traços, alguns de
quase 300 m de longitude, só pode ser visto desde o céu,
a 1.500 pés de altura. Como podemos supor, os Nazca, não
puderam conhecer o vôo, como então foram feitos estes
desenhos? Que tecnologia usaram? E ainda mais importante, para quem
foram postos ali?
São
muitas as teorias que têm surgido em torno destas misteriosas
linhas -desde aquela que sugere pistas de aterragem para seres extraterrestres
até aquela que vê nas linhas um gigantesco sismógrafo
- o mais provável é que, como indicou Maria Reiche,
estudiosa alemã que dedicou sua vida ao estudo das linhas,
seja um monumental calendário astronômico cujas figuras
marcavam os distintos períodos ou fases solares. Foi também
Reiche, chamada pelos aldeões o "anjo das pampas",
a que descobriu a ancestral prática de fazer fendas no duro
e seco solo do deserto para recobri-las com pedras extraídas
de afastadas paragens. O componente de gesso natural que existe
na região haveria contribuído a fixar, durante milhares
de anos, as célebres imagens: o colibri, a aranha, o condor,
o macaco... São mais de trinta as representações
ali inscritas.
Os
tours as Linhas de Nazca normalmente saem a partir de Ica. São
duas horas de vôo, em pequenos aviões bi-motor, entre
a ida, a volta e o vôo sobre as linhas. É recomendável
realizá-lo num pacote que inclua também o Parque Nacional
Paracas.
Paracas
Localizada no deserto costeiro do departamento de Ica, sobre uma
superfície de 335.000 hectares, Paracas é a única
reserva nacional que protege o mar frio que banha a corrente de
Humboldt. Esta singular zona conta com um dos mares mais ricos do
mundo, condição favorecida pela ocorrência de
aflorações marinhas que elevam para a superfície
grandes quantidades de plâncton, alimento vital de inumeráveis
espécies de peixes.
Entre as atrações naturais se destacam as Ilhas Ballestas,
paraíso para milhares de leões marinhos, de aves "guaneras",
de pingüins de Humboldt e golfinhos. Se chega as ilhas através
de rápidas embarcações que partem do píer
de Paracas. No caminho ainda se pode apreciar o enigmático
"Candelabro", gigantesca figura feita na terra árida
da ilha que leva seu nome.
Paracas é o lugar de visita anual de dezenas de aves migratórias,
e o último refúgio para uma série de espécies
endêmicas e em perigo de extinção, como o gato
marinho, e os flamingos.
Paracas foi também o berço da cultura Paracas, importante
civilização pré-colombiana. Foram descobertos
vastos cemitérios com múmias envoltas em finíssimos
mantos coloridos e carregados de desenhos simbolizando a cultura
Paraca. Esses mantos são conhecidos como "fardos funerários"
e podem ser apreciados no Museu local ou nos principais museus de
Lima.
Obs: recomendamos combinar esse destino com as Linhas de Nazca.
Puno
É
o porto lacustre mais importante do país, localizado às
margens do lago Titicaca (lago navegável mais alto do mundo
a 3.856 metros). Sua localização estratégica,
entre Cusco e La Paz, faz de Puno uma passagem obrigatória
para os turistas entre o Peru e a Bolívia.
Segundo
a mitologia incaica, os fundadores do império saíram
das águas do Lago Titicaca e caminharam até Cusco,
onde se estabeleceram e fundaram a capital do futuro Império
Inca. Considerada como a Capital Folclórica do Peru, Puno
- fundada em 1668, é imensamente rica em bailes, musica,
costume e lendas.A celebração mais importante é
a da "Virgem da Candelária" (primeiras semanas
de fevereiro). Dançarinos de diferentes grupos competem no
colorido baile de "la Diablada", famoso por suas bonitas
máscaras e vestimentas.
Entre
os principais atrativos turísticos se encontram "Los
Uros", comunidade indígena que vive sobre o Lago Titicaca
em ilhas flutuantes feitas de totora. Estes homens se denominavam
"donos do lago" e basicamente vivem de pesca, caça
de aves e vegetais cultivados no lago.
As
"Chullpas de Sillustani" são misteriosos edifícios
circulares de pedra - de aproximadamente 13 metros de altura, construídos
pela cultura pré-incaica de Tiwanacu. Neles foram encontradas
grandes quantidades de objetos funerários. Ainda não
se sabe ao certo qual a utilização desses edifícios
(casas ou tumbas?), já que os antigos povoadores dos Andes
enterravam seus mortos debaixo de suas casas.
A
"Ilha de Taquile" é uma bonita ilha no Lago Titicaca,
aonde o tempo parece não transcorrer: casas, costumes e linguajar
são mantidos através dos séculos. Para os aventureiros,
pode-se passar a noite na ilha hospedado na casa de algum morador.
Taquile também é muito conhecida pela qualidade dos
seus têxteis. Pode-se combinar a visita à ilha junto
com a visita a Los Uros.
Para
os turistas viajando entre o Peru e a Bolívia, recomendamos
aproveitar a oportunidade para navegar em "aliscafo" ou
"hydrofoil" e pernoitar num dos magníficos hotéis
localizados a beira do Lago Titicaca. A ligação terrestre
entre Puno e Cusco pode ser feita por uma das mais altas ferrovias
do mundo (4 vezes por semana - 10 horas de percurso) ou ônibus
diário (08 horas de trajeto com possibilidade de visitar
alguns sítios arqueológicos no caminho). Puno está
a 3.830 metros de altitude e a época de chuvas é entre
dezembro e março. As noites podem ser frias.
Trujillo
Trujillo
é uma cidade acolhedora e colonial, conhecida como "Cidade
da Eterna Primavera" e um dos centros econômicos e culturais
do norte de Peru. Capital da "Marinera" e terra do Cavalo
Peruano de "Paso". Foi fundada em 1534, como uma das principais
cidades do vice-reinado. O centro histórico traduz esta importância
nos seus edifícios. A Catedral, o mosteiro El Carmen, as
igrejas e os casarões conformam um conjunto arquitetônico
que resume a beleza e a harmonia da cidade.
Nas
aforas da cidade pode-se contemplar outra arquitetura: a arquitetura
pré-hispânica que surge no meio do verdor dos campos
ou das areias. A cidade de Chan Chan, o complexo arqueológico
"El Brujo"e as "huacas" do Sol, a Lua e o Dragão,
entre outras, são amostras das refinadas culturas do norte.
As
praias vizinhas a Trujillo resultam ideais para o visitante, não
só pela deliciosa gastronomia composta de mariscos e peixes
recém saídos do mar ou pela frescura da brisa marinha,
senão também pelas possibilidades que oferece para
os esportes náuticos e, a sua vez, o contato com a tradição.
Huanchaco
é um belo balneário e antigo povo de pescadores, onde
é possível apreciar aquelas antigas embarcações
que já apareciam nas cerâmicas mochicas e nos decorados
de Chan Chan. Trata-se dos "Caballitos de Totora" jangadas
elaboradas com este material que os pescadores manobram com uma
destreza única, herdada de geração em geração.
A mesma destreza é exibida pelos amantes do surf que ano
após ano reúnem-se no porto de Malabrigo, para realizar
um campeonato no mês de março. Aqui se encontram as
ondas mais longas do mundo.
Os
"trujillanos" organizam o Concurso Nacional de "la
Marinera" no mês de janeiro - baile típico da
costa norte, e em setembro, todas as ruas e casas são adornadas,
para serem testemunhas dos carros alegóricos, concursos e
alegria das festas. É o Festival Internacional da Primavera.
Chan
Chan, foi o núcleo urbano do Império Chimu, que abarcou
metade da costa Peruana, desde Tumbes no norte até Lima.
Com aproximadamente 20 quilômetros quadrados de extensão,
é a maior cidade de barro da América pré-hispânica
e Patrimônio Cultural da Humanidade. Para sua construção,
os chimú utilizaram adobe, pedra, barro, madeira, totora,
palha e cana, materiais que integram-na às areias da costa
como uma extensão natural.
O
sítio arqueológico, nas proximidades de Trujillo,
está composto por cidadelas que têm uma só entrada.
Cada entrada dá acesso a um corredor que se abre a outros
caminhos com paredes e edifícios de bela arquitetura retangular:
pátios interiores, residências, edifícios administrativos,
templos, plataformas e depósitos. As paredes foram decoradas
com frisos modelados em alto relevo com motivos geométricos
e zoomorfos. A plataforma sepulcral do soberano, construída
em forma de T, foi o edifício mais importante. A cidadela
estava rodeada por bairros periféricos, onde viviam os produtores
e os serviçais do soberano.
Os
nomes que recebem hoje em dia as cidadelas correspondem aos arqueólogos
que têm-nas estudado (Rivero, Tschudi, Bandelier, Uhle, Tello);
assim, a cidadela "Rivero", corresponde à sede
de Minchancamán, último governante Chimú que,
segundo as crônicas, foi capturado e levado a Cusco pelos
incas.
Antes
dos Chimús, outra cultura importante que se desenvolveu na
região foi a dos Mochicas ou Moche (200 a.C. - 700 d.C.),
reconhecida pela sua cerâmica realista e seus templos piramidais.
Apesar de não criarem uma capital, os mochicas construíram
um enorme centro religioso constituído pelas Pirâmides
da Lua e do Sol. Além das pirâmides, outro importante
complexo arqueológico - conhecido como "El Brujo",
se encontra a 30 quilômetros ao norte de Trujillo. Huaca Cao,
datado de 100-700 d.C., é o mais importante templo (decorado
com finos frisos e baixo relevos coloridos). Huaca Cortada é
outro importante templo, porém os trabalhos de escavação
continuam em progresso. Devido a ser uma área mais remota
e aberta ao publico somente desde o ano 2000, El Brujo ainda recebe
poucos visitantes.
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